Fernando Pessoa gastou a sua vida a sonhar-se outras pessoas. De tantas peles que vestiu, usou por uma vez a de uma mulher, Maria José, uma deficiente presa no seu corpo, alguém que vê passar o mundo da sua janela, também ela sonha ser outra, ser como os outros, como ela imagina que são os outros. Disto resultou a que é para mim a carta de amor mais triste de todas as cartas de amor. Podem lê-la aqui.
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