Semicerras
os olhos enquanto escreves.
Preparo-me
para te ouvir e espero
a
verdade e só a verdade.
Bom
princípio esse, o da honestidade.
Demoras,
mas manténs um ar apressado.
Ajeito-me
para ficarmos mais à vontade.
Falas
de ti.
Gostas
da pouca idade que carregas, porém
a
vontade de ter vivido noutros tempos
não
a escondes.
Ferves
em pouca água, sabes disso.
É-te
difícil não reagir ao que vês e ouves.
Nunca
estás satisfeita e culpas-te
pelas
expectativas altas,
não
sabes não ser assim.
Hesitas,
mas continuas.
Falas
dele,
do
de agora.
Rio-me,
com alguma ironia,
confesso.
(és
rápida nas paixões,
sempre
foste!
Tenho
dificuldade em acompanhar-te.)
Dizes
não pensar em casar, queres namorar
queres
mimos e mensagens
no
fim dos telefonemas
beijos
e abraços
pelas
costas.
Arrasto-me
para mais perto
(do teu
bafo, do teu calor, do teu corpo, de ti.)
Não
esperavas a aproximação.
Quebras
o ritmo,
baixas
o tom.
Reparo
então que estás diferente.
Cresceste!
Não
sei do que falas agora.
Dizes
não querer coçar só quando houver comichão
Tu
queres
coçar
até fazer ferida.
Tencionas
viajar… conhecer,
conhecer
será a tua prioridade
depois
voltas, tens a certeza.
Calas-te
e eu
também.
Olho
o relógio
que
teima em não se adaptar às nossas conversas.
O
tempo voa,
é o
que dizem
não
é?
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