06/11/2012

Teresa de Albuquerque devia ser porventura, uma excepção no seu amor.

"Os poetas cansam-nos a paciência ao falarem do amor da mulher aos quinze anos, como paixão perigosa, única e inflexível. Alguns prosadores de romances dizem o mesmo. Enganam-se ambos. O amor dos quinze anos é uma brincadeira; é a última manifestação do amor às bonecas; é a tentativa da avezinha que ensaia o voo fora do ninho, sempre com os olhos fitos na ave-mãe, que a está da fronte próxima chamando; tanto sabe a primeira o que é amar muito, como a segunda o que é voar para longe."
 

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