"Os poetas cansam-nos a paciência ao falarem do amor da mulher aos
quinze anos, como paixão perigosa, única e inflexível. Alguns prosadores
de romances dizem o mesmo. Enganam-se ambos. O amor dos quinze anos é
uma brincadeira; é a última manifestação do amor às bonecas; é a
tentativa da avezinha que ensaia o voo fora do ninho, sempre com os
olhos fitos na ave-mãe, que a está da fronte próxima chamando; tanto
sabe a primeira o que é amar muito, como a segunda o que é voar para
longe."
Sem comentários:
Enviar um comentário