10/01/2013



Todos os anos beijam-se sem que ninguém saiba.
As histórias de amor dele duram anos, tanto que, para já, só tem uma para contar (ainda que mal contada). Ela não tem histórias de amor – não as quer ter. Mas, um dia, do alto dos seus 16 anos, quase que teve uma: ele – o de então – dizia gostar dela. Ela não o dizia, mas acreditava. Deu-se e deu merda. Deixou de acreditar, desde então. Ele – o de agora – questiona-se se haverá coisa pior do que essa, a de deixar de acreditar. Ela não tem resposta e foge. Foge sempre que lhe cheira a amor. Apanha-a, porém, e beijam-se. Todos os anos. Sem que ninguém saiba.

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