17/01/2012

(a minha criatividade evapora-se quando é para dar títulos a textos como este)

Assim que te vi, soube que me ia apaixonar. Sou-te sincera, porque não te quero mentir, não me aptecia nada mergulhar nestas coisas do amor. Não estou contente. O meu organismo também não: durmo pouco, como menos, penso mais - em ti. Chega mesmo a ser cansativo. Os músculos que suportam o meu sorriso de orelha a orelha, que teima em aparecer nos momentos menos oportunos, também se queixam. Não os condeno. Aliás, até os entendo. A situação também não me agrada: estou cansada e assustada. Sabes, nunca lidei bem com a transição do "acho que gosto de ti" mental, porque dizê-lo nem pensar - não por falta de coragem, mas porque um "gosto de ti" ou é muito bem aceite ou, azar dos diabos, afugenta qualquer um - ao "adoro-te!", dito pela manhã. Por isso, assusto-me. Também nunca lidei bem com a mudança, mas sempre me adaptei, e sempre sem grandes queixumes. Só preciso de tempo. Só preciso que esperes por mim. E, tendo em conta que me roubas, descaradamente, o sono e a fome, acho este meu pedido bastante acessível.

2 comentários:

Urban Cat disse...

Para título, permite-me a sugestão, quem não pede não ama ;)
Reconheço-me em algumas das tuas palavras...é um estado de alma e quando correspondido, um estado de graça.

Bjs

cristina says: disse...

:)
ler isto, deixou-me um sorriso nos lábios!
vive!